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Panorama dos Planetários no Brasil PDF Imprimir E-mail
Escrito por Prf. Maia   
Qui, 17 de Dezembro de 2009 14:41

Pode-se dividir os planetários, no Brasil, em três grupos distintos: os fixos, cujos instrumentos não têm mobilidade (26 unidades); os que possuem mobilidade, mas são utilizados em cúpulas fixas (9 espaços); os itinerantes, em que tanto a cúpula quanto o instrumento têm mobilidade. Os três grupos totalizam 73 planetários, utilizando instrumentos de diversos tipos e modelos.

Distribuição geográfica de planetários no Brasil: a regiãoo sudeste tem 41 unidades, a sul tem 15, a nordeste tem 8 unidades, a centro-oeste tem 6 unidades e a norte tem 3 unidades.

O grupo da “itinerância” foi o que mais se desenvolveu saltando de 11 unidades para 38 nos últimos dez anos. Somente no Ano Internacional da Astronomia, 9 planetários deste grupo foram inaugurados.

O crescimento vertiginoso dos planetários itinerantes se deve principalmente:

  • A crescente preocupação, principalmente pelas instituições de ensino, museus e clubes de ciências, com a divulgação científica, uma exigência educacional da tríade CT&S dos tempos atuais;

  • A falta de investimentos financeiros para o setor, na aquisição de aparelhos importados de elevado valor;

  • A produção destes equipamentos em nível nacional com menos recursos tecnológicos, mas satisfazendo plenamente os objetivos da divulgação;

  • A produção de pequenos aparelhos com mobilidade no país, inclusive com experiências bem sucedidas na projeção digital;

  • Ao aparecimento de novos cursos de Astronomia em universidades particulares, extrapolando os muros das universidades públicas;

  • As recentes comemorações do Ano Internacional da Astronomia em todas as partes do mundo, com o aval da UNESCO e,

  • Aos espetáculos produzidos por esses ambientes que encantam e fascinam crianças e adultos, facilitando a transmissão dos conhecimentos.

Os planetários itinerantes ganham, cada vez mais, importância na busca de uma cultura científica. Ocupam sua função social de inclusão e produzem saberes em todos os espaços da sociedade. Aproximar cada vez mais a sociedade da ciência de forma simples, mas objetiva, é o caminho a trilhar, num país de dimensão continental como o Brasil, na busca do desenvolvimento econômico e social. É um passo importante para o desenvolvimento do país, mas é preciso que avance também na qualidade das apresentações, fugindo da divulgação científica a qualquer preço.

 

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